A decadência bela de David Lynch

Cineasta e as fábricas abandonadas em Londres

  (Foto: David Lynch)

 

A cartela de talentos de David Lynch, assim como seu estilo peculiar, dispensam apresentações. Suas criações, seja como diretor, roteirista ou mesmo músico, carregam uma identidade enigmática inconfundível.
Desde que filmou O Homem Elefante, em 1980, o cineasta se tornou obcecado por fábricas abandonadas. Tal fixação se transformou, com o passar das décadas, em uma série registrada em diversas locações, incluindo a Alemanha, Polônia, Inglaterra e  Nova York. “Eu amo a indústria. Amo canos, fluido e fumaça.(…) Gosto de ver pessoas dando duro e gosto até da sujeira e da sobra do trabalho”, conta.

Os cliques em preto e branco, mostram uma sequência de interiores e exteriores fabris e exploram os detalhes desses enormes lugares que poderiam facilmente servir de locação para alguma filmagem. Nessas “catedrais abandonadas” – como define o próprio Lynch – cheias de detritos, ferrugem e fumaça, criam-se imagens de um mundo humano sendo lentamente sugado pela natureza. Para ele, a decadência é algo fantástico.

  (Foto: David Lynch)

 

  (Foto: David Lynch)

 

  (Foto: David Lynch)

 

  (Foto: David Lynch)

 

  (Foto: Mark Berry)
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