Foto: facebook.com/umanovaondadeliberdade

Balada mais icônica da noite underground de São Paulo nos anos 80, o Madame Satã (Rua Conselheiro Ramalho, 873 – Bela Vista,  – atualmente com o nome de “Madame”) vai ganhar um documentário profissional sobre sua história.

Com previsão para ser lançado em dezembro nos cinemas (com exibições pontuais) e numa versão para DVD em fevereiro de 2016, o documentário é intitulado “Uma Nova Onda de Liberdade: A História do Madame Satã” e tem direção de Wladimyr Cruz, jornalista e editor do site Zona Punk, e produção da BDT Filmes.

O filme conta com entrevistas de algumas figurinhas carimbadas do rock paulistano, como Clemente Nascimento (vocalista e guitarrista das bandas Inocentes, Plebe Rude e Jack & Fancy), Edgard Scandurra (guitarrista do Ira!) e Fernando Deluqui (guitarrista do RPM), além de personalidades envolvidas no mundo artístico, como Ângela Dip e Grace Gianoukas, entre muitos outros nomes que fizeram a história da casa, inclusive seus criadores, é claro.

“Uma Nova Onda…” é o segundo documentário longa-metragem de uma série de cinco que serão produzidos pela parceria entre Wladimyr e a BDT Filmes. O primeiro, lançado no 2º semestre do ano passado, foi “Woodstock: Mais que Uma Loja…” que conta a história da Woodstock Discos, loja especializada em rock e heavy metal mais famosa da cidade. A ideia é que os cinco documentários abordem locais significativos e históricos do rock na capital paulista.

O trailer oficial de “Uma Nova Onda…” foi divulgado no último dia 30, exclusivamente pelo site R7.com, e você pode vê-lo clicando aqui. Acompanhe também a página oficial do documentário no Facebook para ficar por dentro de outras novidades sobre o projeto.

Vale lembrar que o Madame Satã já possui um documentário sobre sua história: “Madame Satã – O Importante é Ser Eu e Não o Outro”, que foi um trabalho acadêmico produzido em 2012 por alunos da Universidade Metodista de São Paulo.

Foto: facebook.com/umanovaondadeliberdade

O Madame Satã

Estabelecido em um casarão na Bela Vista (bairro da região central de São Paulo), o Madame Satã iniciou suas atividades em 1983 e, principalmente durante a década de 80, foi point de encontro de várias “tribos” sociais e culturais que eram tidas como underground (alternativas), como punks, góticos, intelectuais, travestis, homossexuais etc.; além de artistas da música, das artes cênicas, artes plásticas e da literatura. Todos coexistiam e se divertiam ao som de muito rock n’ roll e outros ritmos.

Em 2009, a casa fechou suas portas. Porém, em fevereiro de 2012, foi reaberta apenas com o nome de “Madame” e sob nova direção, mas ainda com o intuito de “proporcionar aos frequentadores da cena noturna paulistana arte e a cultura através de noites incríveis para quem gosta de ouvir e dançar música de qualidade”, segundo o site oficial. O casarão foi reformado, mas, segundo seus atuais administradores, preserva a “atmosfera, originalidade e espírito do antigo Madame Satã”.

por Piero Paglarin