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A partir do momento em que a fotografia se tornou dominantemente instantânea, para onde foi o tempo que antes era parte indissociável de sua confecção? A fotografia instantânea não foi apenas uma forma laicizada da morte, como sugere Barthes, mas, em virtude da espera que inaugura, a expressão minimalista e secular do juízo final. Mauricio Lissovsky, neste A máquina de esperar, percorre a história da fotografia moderna, questiona alguns conceitos, reafirma uns e inova em outros, a partir de uma concepção imanente do instante.