Documentário “Happy” viaja pelas culturas do planeta atrás da Felicidade.
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O que faz você feliz?” Com essa pergunta, o diretor Roko Belic e o produtor executivo Tom Sahdyac (os mesmos de “Beyond The Call” e “Genghis Blues”, indicado ao Oscar) deram a volta ao mundo em buscas de respostas para o que chamam de “a emoção mais elusiva da humanidade“. Extrair da sabedoria das culturas mais tradicionais e da ciência mais moderna é o objetivo, e inclui uma breve passagem pelo Brasil, além de Calcutá, os desertos da Namíbia, Okinawa e outros lugares.
O filme tenta ser também uma espécie de movimento (no site oficial thehappymovie.com está escrito “o filme, o movimento”), promovendo ações, venda de camisetas e doações. A produção do filme é feita por uma instituição de caridade americana, chamada Creative Visions Foundation.
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Belic foi atrás de pessoas de todo tipo de cultura — Dinamarca, Naníbia, Escócia, China, Quênia, Japão, Butão, Índia, Estados Unidos e Brasil — e também ouviu estudiosos e pesquisadores sobre as causas da felicidade genuína.
No Brasil, em Itacaré (Bahia), encontrou um surfista gente boa e registrou falas e imagens lindas. Na Dinamarca, ouvimos uma mulher contando como vive em uma comunidade de 20 famílias e por isso não precisa perder tempo na cozinha todo dia, e suas filhas dizendo como é bom ter vários cuidadores em vez de apenas pai e mãe. No Japão, vemos uma triste história de karōshi (morte por excesso de trabalho). Há pessoas cujas condições pioraram mas a felicidade aumentou. Um indiano que mostra o quanto somos mimados. Um americano completamente imerso na natureza… E assim a gente vai tendo ideias de como podemos viver melhor.
Uma das partes que mais me emocionaram foi o retrato de uma comunidade em Okinawa, no Japão, terra do Sr. Myiagi, onde as pessoas demoram a morrer. As velhinhas dançam com um grupo de taiko e sentam toda tarde no lugar deles (um centro comunitário) para conversar. Ali, o problema ou a alegria de uma é o problema e a alegria de todo mundo.
Elas explicam o significado da expressão “Ichariba chode”: quando você encontra alguém — mesmo que apenas uma vez, mesmo que por acaso — vocês se tornam amigos para a vida. Se calhou de nos esbarrarmos, pronto, somos irmãos e irmãs.
Quer ver?


É possível adquirir o filme no iTunes, mas eu não consegui porque, mesmo com o cartão internacional e mesmo com PayPal e uma Apple Id internacional, eles insistem em pedir um endereço americano ou canadense vinculado ao modo de pagamento. Então a transação nunca se completa.
Você pode baixar o torrent de Happy no KickAss. Se nunca fez isso, pergunte nos comentários que a gente ajuda.
Vou comprar também um DVD para podermos organizar um encontro do lugar sobre o filme e também para ajudar o projeto.
Happy reflete perguntas e ações que cada vez mais podemos e devemos fazer se quisermos uma vida mais satisfatória. Em vez de encará-lo como mais um filme, eu prefiro usá-lo como ferramenta para olhar minha vida inteira e para me relacionar com as pessoas: “Como podemos construir espaços e mundos nos quais essas condições para a felicidade estejam mais disponíveis? Como podemos cultivar nossos corações e nossas mentes?”.
Fonte: http://bit.ly/15flSGp e http://bit.ly/18dGoLK