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Rogério Sganzerla (Joaçaba, SC, 26 de novembro de 1946 — São Paulo, 9 de janeiro de 2004) foi um cineasta brasileiro.

Teve como expoente de sua carreira o filme “O Bandido da Luz Vermelha”, de 1968. O diretor, criticado por sua ousadia, concentra em seu primeiro longa-metragem toda a sua radicalidade política. Sganzerla pretendia “ser livre – e ao mesmo tempo – acadêmico”, o que rendeu uma certa complexidade artística e intelectual à sua obra.

Desde cedo, Sganzerla manifestou sua vocação para o cinema. Casou-se com sua própria musa do cinema (a atriz Helena Ignez), viveu para o cinema e morreu fazendo cinema, Assim como os Irmãos Ientz.

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De natureza intelectual, leitor e escritor precoce, formado desde a adolescência na leitura de diversas tradições artísticas e de vanguardas mundiais.

Antes de começar sua produção cinematográfica, escreveu durante quatro anos para o jornal O Estado de S. Paulo, sempre sobre cinema. Em 1967 realizou seu primeiro curta-metragem titulado como Documentário. E em 1968 seu primeiro longa-metragem foi rodado, o consagrado O Bandido da Luz Vermelha.

A partir daí realizou uma notória carreira como diretor de cinema. Sempre buscando a transgressão. Em toda a sua obra se vê uma força criadora e viva, deslocando-se visivelmente das idéias tradicionais e secas de grande parte do cinema contemporâneo, atual ou não.

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Em 1970 fundou a produtora Bel-Air, juntamente de Júlio Bressane. Esta produtora foi responsável por filmes do diretor como O AbismoCopacabana Mon Amour e Sem essa aranha.

Pesquisador e pensador da imagem em sua duração e em seu movimento, criou novas relações de linguagem com uma nova forma de olhar para a tela. E dentro deste campo que se insere O Bandido da Luz Vermelha.

Estou buscando aquilo que o povo brasileiro espera de nós desde a chanchada: fazer do cinema brasileiro o pior do mundo”
Em Jornal do Brasil, 1969

Morreu em 2004, devido a um tumor no cérebro, apenas um breve tempo após realizar O signo do caos e sem realizar seu sonho: refilmar seu clássico O bandido da luz vermelha com Alexandre Borges no elenco.

Agora seria em cores, menos intelectualizado, mais pop, mais gibi, e com atores globais no elenco. O Alexandre Borges seria perfeito para fazer o bandido
Em: O Globo, 1998

Sganzerla deixou ainda como legado o roteiro para a continuação do filme O Bandido da Luz Vermelha, com o título Luz nas Trevas – A revolta de Luz vermelha. O filme veio ao público através da direção de Helena Ignez e Ícaro Martins. No elenco, Ney Matogrosso como o próprio Luz.