A
AÇÃO – Termo usado para descrever a função do movimento que acontece frente à câmara.
AÇÃO DIRETA – Roteiro que obedece à ordem cronológica.
AÇÃO DRAMÁTICA – Somatório da vontade do personagem, da decisão e da mudança.
ADAPTAÇÃO – Passagem de uma história de uma linguagem para outra. Assim, um conto pode ser adaptado para ser filmado como um longa metragem ou um seriado para televisão.
ÂNGULO ALTO – Enquadramento da imagem com a câmara focalizando a pessoa ou o objeto de cima para baixo.
ÂNGULO BAIXO – Enquadramento da imagem com a câmara focalizando a pessoa ou o objeto de baixo para cima.
ÂNGULO PLANO – Ângulo que apresenta as pessoas ou objetos filmados num plano horizontal em relação à posição da câmara.
ANTECIPAÇÃO – A capacidade que tem a platéia de antecipar uma situação. Criação de uma expectativa.
ANTIPATIA – Reação ao personagem.
ARGUMENTO – Percurso da ação, resumo contendo as principais indicações da história, localização, personagens. Defesa do desenrolar da história. Tratando-se
de telenovela, chama-se sinopse. Não confundir com story-line que é o resumo resumido.
ÁUDIO – A porção sonora de um filme ou programa de tv.
C
CÂMARA OBJETIVA – Posicionamento da câmara quando ela permite a filmagem de uma cena do ponto de vista de um público imaginário.
CÂMARA SUBJETIVA – Câmara que funciona como se fosse o olhar do ator. A câmara é tratada como “participante da ação”, ou seja, a pessoa que está sendo filmada olha diretamente para a lente e a câmara representa o ponto de vista de uma outra personagem participando dessa mesma cena.
CAPA – Folha do roteiro que contém o título, nome do autor, etc.
CENA – Unidade dramática do roteiro, seção contínua de ação, dentro de uma mesma localização. Seqüência dramática com unidade de lugar e tempo, que pode ser “coberta” de vários ângulos no momento da filmagem. Cada um desses ângulos pode ser chamado de plano ou tomada.
CENA MASTER – É a filmagem em um único plano de toda a ação contínua dentro do cenário. A cena master dá ao Diretor a garantia dele ter “coberto” toda a ação numa só tomada.
CENAS DO PRÓXIMO CAPÍTULO – Pistas, indícios do que está para acontecer, pequenas revelações do encaminhamento da ação. Essas pequenas insinuações constituem verdadeiro trunfo das emissoras de TV, pois servem para prender o telespectador à narrativa. O recurso foi ignorado na década de 60: o seu aproveitamento iniciou-se na década de 70, sendo novamente abandonado nos anos 90. Os antigos folhetins costumavam, também, insinuar o que estava para acontecer, ao suspenderem a narração escrita.
CENOGRAFIA – Arte e técnica de criar, desenhar e supervisionar a construção dos cenários de um filme.
CHICOTE – Câmara corre lateralmente durante a filmagem de uma determinada cena, deslocando rapidamente a imagem.
CLAQUETE – Quadro usado para marcar cenas e tomadas e cujo som, na montagem, serve como ponto para sincronização de som e imagem.
CLICHÊ – Cacoetes verbais. Uso repetitivo e enfadonho de diálogos e soluções cênicas em qualquer tipo de produção artística.
CLÍMAX – Ponto culminante da ação dramática.
“CLOSE-UP” – Plano que enfatiza um detalhe. Primeiro plano ou plano de pormenor. Tomando a figura humana como base, este plano enquadra apenas os ombros e a cabeça de um ator, tornando bastante nítidas suas expressões faciais.
COMPILAÇÃO – Tipo de montagem onde a imagem do filme passa a ser uma “ilustração” da narração.
COMPOSIÇÃO – Características psicológicas, físicas e sociais que formam um personagem (composição da imagem/tipologia).
CONFLITO – Embate de forças e personagens, através do qual a ação se desenvolve.
CONSTRUÇÃO DRAMÁTICA – Realização de uma estrutura dramática.
CONTINUIDADE – Seqüência lógica que deve haver entre as diversas cenas, sem a qual o filme torna-se apenas uma série de imagens, com pulos de eixo, ação e tempo. Há diversos tipos de continuidade: de tempo, de espaço, direcional dinâmica, direcional estática, etc.
CONTRACAMPO – Tomada efetuada com a câmara na direção oposta à posição da tomada anterior.
CONTRASTE – Criação de diferenças explícitas na iluminação de objetos ou áreas.
CORTE – Passagem direta de uma cena para outra dentro do filme.
CORTE DE CONTINUIDADE – Corte no meio de uma cena, retomando logo a seguir a mesma cena em outro tempo.
CRÉDITOS – Qualquer título ou reconhecimento à contribuição de pessoas ao filme. Relação de pessoas físicas e jurídicas que participam da – ou contribuem para a – realização de um produto audiovisual. Geralmente, é mostrada no final da produção.
CRISE DRAMÁTICA – Ponto de grande intensidade e mudanças da ação dramática.
CURVA DRAMÁTICA – Variação da intensidade dramática em relação ao tempo.
CUT-AWAY CLOSE-UP – Este conceito só tem significado dentro do contexto da montagem. É uma tomada em close-up de uma ação secundária que está desenvolvendo-se simultaneamente em outro lugar, mas que tem uma relação direta com a ação principal. O cut-away close-up deve ser montado entre duas tomadas da ação principal.
CUT-IN CLOSE-UP – Como o item acima, este conceito só tem significado no contexto da montagem. É uma tomada em close-up de uma parte importante da ação principal, e que deve ser montada entre duas tomadas normais dessa ação.
D
DECUPAGEM – Planificação do filme definida pelo diretor, incluindo todas as cenas, posições de câmara, lentes a serem usadas, movimentação de atores,
diálogos e duração de cada cena.
DESFOCAR – Câmara muda o foco de um objeto para outro.
DIÁLOGO – Corpo de comunicação do roteiro. Discurso entre personagens.
DISSOLVE – Imagem se dissolve até o branco ou se funde com a outra.
DIVISÃO DO QUADRO – Registro fotográfico de duas ou mais imagens distintas em um mesmo fotograma.
DOLLY – Veículo que transporta a câmara e o operador, para facilitar a movimentação durante as tomadas.
“DOLLY BACK” – Câmara se afasta do objeto. Travelling ou grua de afastamento.
“DOLLY IN” – Câmara se aproxima do objeto. Travelling ou grua de aproximação.
“DOLLY OUT” – Câmara recua, abandona a cena.
“DOLLY SHOT” – Movimento de câmara que se caracteriza por se aproximar e se afastar do objetivo, e também por movimentos verticais.
DUBLAGEM – Inclusão de diálogo, narração, canto, etc. sobre a imagem filmada anteriormente.
E
EIXO DE AÇÃO – Linha imaginária traçada exatamente no mesmo itinerário de um ator, de um veículo ou de um animal em movimento. É também a linha imaginária que interliga os olhares de duas ou mais pessoas paradas em cena.
ELENCO – Conjunto de pessoas (atores, atrizes, figurantes) selecionados para uma produção, que representam as personagens e fazem a figuração de um filme.
ELIPSE – Passagem muito rápida de tempo.
EMISSOR – Quem transmite a mensagem no processo de comunicação.
EMPATIA – Identificação do público com o personagem.
ENCADEADO – Fusão de duas imagens, uma sobrepondo-se à outra.
ENQUADRAMENTO – Limites laterais, superior e inferior da cena filmada. É a imagem que aparece no visor da câmara.
ENTRECORTES – Tomadas da ação principal ou de uma ação secundária (ligada direta ou indiretamente à ação principal), que permitem uma montagem mais flexível em termos de continuidade.
EPÍLOGO – Cenas de resolução.
EPÍSTOLA – Técnica narrativa (narrativa epistolar), que consiste em abrir uma obra com uma carta em que o autor se dirige a um amigo seu, a fim de relatar uma história pretensamente verídica. Este recurso foi largamente utilizado pelos autores românticos (José de Alencar, por exemplo, entre nós) e, por sua vez, foi inspirado em narradores do século XVIII (Richardson, Goethe, Rousseau), que abusavam do estratagema, fazendo com que seus romances se constituíssem inteiramente em troca de cartas entre as diversas personagens.
ESFUMAR – A imagem dissolve-se na cor branca ou funde-se com outra.
ESPELHO – Página de roteiro, geralmente de abertura, contendo informações como personagens, cenários, locações, etc.
ESTRUTURA – Fragmentação do argumento em cenas, arcabouço da seqüência de cenas.
“ETHOS” – Ética, moral da história.
EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS – Cenas de informações, explicativas.
EXTERNAS – Cenas filmadas nas praças, ruas, parques, campos, estádios, rodovias, enfim, ao ar livre.
EXTRAS – São os figurantes de um filme: pessoas contratadas para desempenhar papéis secundários, como os componentes de uma multidão.
F
“FADE IN” – O surgir da imagem a partir de uma tela escura ou clara, que gradualmente atinge a sua intensidade normal de luz..
“FADE OUT” – Escurecimento ou clareamento gradual da imagem partindo da sua intensidade normal de luz.
FICÇÃO – Inventar, compor e imaginar. Recriação do real.
“FLASH-BACK” – Cena que revela algo do passado, para lembrá-lo, situar ou revelar enigmas.
“FLASH-FORWARD” – Cena que revela parcialmente algo que acontecerá após o tempo presente. O mesmo que flash para frente.
FOLHA DE ROSTO – Página de roteiro contendo informações de título, nome do autor, etc.
FOLHETIM – Longa história parcelada, desenrolando-se segundo vários trançamentos dramáticos, apresentados aos poucos. É a origem histórica das telenovelas. O vocábulo vem do termo francês feuilleton e designava uma seção específica dos jornais franceses da década de 1830 – o rodapé -, introduzida pelo jornalista Émile de Girardin, que aproveitou o gosto do público pelo romance como chamariz para vendas maiores. A peculiaridade do folhetim residia na exploração de histórias repletas de peripécias, com um sem-número de personagens, às voltas com temas que iam desde a orfandade, casamentos desfeitos por tramas diabólicas, raptos, até vinganças altamente elaboradas, testamentos perdidos e recuperados, falsas identidades, etc. O mais famoso folhetim – e mais aproveitado posteriormente pelo cinema e pela televisão – foi O conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas. O mais extraordinário e mais bem elaborado foi a obra-prima Os mistérios de Paris de Eugène Sue.
FOLHETIM EXÓTICO – Diz-se do folhetim que, via de regra, tem sua ação situada em lugares distantes, exóticos, suscitando uma atmosfera misteriosa. Caso, por exemplo de narrativas localizadas no Oriente, como a novela O sheik de Agadir.
FOLHETIM MELODRAMÁTICO – Narrativa excessivamente maniqueísta, em que os personagens encarnam o Bem, ou o Mal, não havendo meios-termos: característica, enfim do melodrama, gênero teatral do início do século XIX. O Mal, no melodrama, tem sempre forma concreta, personificando-se num indivíduo propositadamente mau, o vilão. Do outro lado, encarnando o Bem, estão outros indivíduos, sempre virtuosos, procurando provar, a qualquer custo, a verdade.
FOTONOVELA – Ver Novela.
“FREEZE” – Manter uma mesma imagem por repetição de quadro. Congelar.
FULL SHOT – Ver long shot.
FUSÃO – Fusão de duas imagens, a 1ª sobrepondo-se à 2ª. Serve para mudar de cena ou enfatizar a relação entre elas
G
GANCHO – Momento de grande interesse que precede a um comercial. Pequenos ou grandes clímax, arranjados de modo tal que não permitam que o telespectador abandone a história. Na exibição diária de telenovelas, há três ganchos de menor grau – pausas para comerciais -, e um de maior grau, para o dia seguinte. Aos sábados, ocorre o “gancho do diálogo” ou ” grande break”, pois haverá a pausa de domingo, quando não se exibe as histórias. O ” grande break” sempre será um momento de alto suspense e pensado calculadamente para o retorno da segunda-feira.
“GIMMICK” – Recurso usado para resolver uma situação problemática. Reversão de expectativa.
GUERRA DO PAPEL – Momento de discussão e análise, depois da escrita do primeiro roteiro.
H
HALO DESFOCADO – Câmara desfoca as coisas em torno do objeto, mantendo-o em foco.
I
IDÉIA – Semente da história, idéia primeira.
INDICAÇÕES – Anotações sobre a cena, o estado de ânimo, etc.
“INSERT” – Imagem breve, rápida e quase sempre inesperada que lembra momentaneamente o passado ou antecipa algum acontecimento. Os inserts podem ser variados ou repetidos, estes servindo, às vezes, de plot, o núcleo dramático ou algo que o simbolize.
INTENÇÃO – Vontade implícita ou explícita do personagem.
L
LOCALIZAÇÃO – Localização de uma história no espaço.
LOCUÇÃO EM OFF – Texto que acompanha a ação do filme, pronunciado por um locutor ou locutora que não aparecem em cena. O mesmo que off.
“LOGOS” – Palavra, discurso, estrutura verbal de um roteiro.
“LONG SHOT” – “Full shot”, plano geral; plano que inclui todo o cenário. É usado para mostrar um grande ambiente.
“LOOP” – Segmento de filme, cortado e separado para montagem. Fita ou aro de película
M
MACROESTRUTURA – Estrutura geral do roteiro.
MANIQUEÍSMO – Princípio filosófico segundo o qual o universo foi criado e é dominado por dois princípios antagônicos: Deus ou o Bem absoluto, e o Mal absoluto, ou o Diabo. A partir desse princípio, aplica-se o termo à cosmovisão que enxerga o mundo à luz dessa dualidade.
MEIO – Instrumento de transmissão da mensagem.
MENSAGEM – Sentido político, social, filosófico ou qualquer outro que uma história pode conter. Quase a moral da história, das fábulas.
MICROESTRUTURA – Estrutura de cada cena.
MINISSÉRIE – Obra fechada, com vários plots que se desenrola durante um número de episódios, geralmente não superior a dez.
MOVIOLA – Máquina usada para a edição e montagem de filmes ou vídeo.
MUDANÇAS DE EXPECTATIVAS – Quando o curso da história muda de repente.
“MULTIPLOT” – Várias linhas de ação, igualmente importantes, dentro de uma mesma história.
N
NOITE AMERICANA – Técnica de iluminação e filtragem utilizada utilizada para simular um efeito noturno numa imagem filmada durante o dia.
NOVELA – Obra aberta, com multiplot.
NOVELA DENTRO DA NOVELA – Simultaneidade narrativa superpondo tempos. O exemplo mais bem-acabado desta técnica foi a telenovela O casarão, de Lauro César Muniz, enfocando cinco gerações de uma família estabelecida ao norte de São Paulo, na fase áurea do café. Um casarão de fazenda colonial foi o centro gerador da história, desde que foi construído, em 1900, até a modernidade, em 1976. Outro exemplo é Espelho mágico, do mesmo autor, onde, além da história propriamente dita (a vida dos astros e estrelas no cotidiano), há ainda a gravação de uma novela, Coquetel de amor, encenada pelos astros da primeira história, e a montagem da peça teatral Cyrano de Bergerac, de Edmond Rostand.
NOVELÃO – Nome pejorativo, análogo a dramalhão, que conota a telenovela repleta de conflitos sentimentais, com muita recorrência à emoção fácil. O mesmo que telelágrima.
NÚCLEO DRAMÁTICO – Reunião de personagens ligados entre si pela mesma ação dramática, organizados num “plot”.
O
OBJETIVO DRAMÁTICO – A razão da existência de uma cena.
OBJETOS DE CENA – São todos os itens utilizados para decoração do cenário: cinzeiros, vasos, telefones, objetos de arte, etc.
“OFF” – Vozes ou sons presentes sem se mostrar a fonte emissora.
OLIMPIANO – Adjetivo usado por Edgar Morin (Cultura de massas no século XX) para designar a categoria sagrada dos campeões, príncipes, reis, astros de cinema, playboys, artistas célebres. Diz Morin: “o olimpismo de uns nasce do imaginário, isto é, dos papéis encarnados nos filmes (astros); o de outros nasce de sua função sagrada (realeza, presidência), de seus trabalhos heróicos (campeões, exploradores) ou eráticos (playboys).
P
PANORÂMICA – (pan) Câmara que se move de um lado para outro, dando uma visão geral do ambiente, mostrando-o ou sondando-o.
PASSAGEM DE TEMPO – Artifício usado para mostrar que o tempo passou.
“PATHOS” – Drama, conflito.
PERCURSO DA AÇÃO – Conjunto de acontecimentos ligados entre si por conflitos que vão sendo solucionados através de uma história.
PERIPÉCIA – O mesmo que incidente, aventura. Excesso de ação, recurso marcadamente usado em telenovelas, em folhetins, no melodrama, na radionovela. O romance romântico abusou da peripécia: aí alguns críticos apontam a causa maior de seu sucesso junto ao público feminino, no século XIX.
PERSONAGEM – Quem vive a ação dramática.
PING-PONG – Tipo específico de montagem onde duas imagens semelhantes, em termos de ângulo, tamanho e posicionamento dentro do quadro, se alternam regularmente; mantendo a unidade da cena.
PLANO AMERICANO – Plano que enquadra a figura humana da altura dos joelhos para cima.
PLANO DE CONJUNTO – Plano um pouco mais fechado do que o plano geral.
PLANO DE DETALHE – Mostra apenas um detalhe, como, por exemplo, os olhos
do ator, dominando praticamente todo o quadro.
PLANO GERAL – Plano que mostra uma área de ação relativamente ampla.
PLANO MÉDIO – Plano que mostra uma pessoa enquadrada da cintura para cima.
PLANO PRÓXIMO – Enquadramento da figura humana da metade do tórax para
cima.
“PLOT” – Dorso dramático do roteiro, núcleo central da ação dramática e seu gerador. Segundo os teóricos literários, uma narrativa de acontecimentos, com a ênfase incidindo sobre a causalidade. Em linguagem televisual, todavia, o termo é usado como sinônimo do enredo, trama ou fábula: uma cadeia de acontecimentos, organizada segundo um modo dramático escolhido pelo autor. Em uma história multiplot, o plot principal será aquele que, num dado momento, se mostrar preferido pelo público telespectador.
PONTES – Tomadas escolhidas para interligar duas cenas que não poderiam ser montadas seguidamente. As pontes ajudam a resolver problemas de continuidade do filme.
PONTO DE IDENTIFICAÇÃO – Relação convergente entre platéia e ação dramática.
PONTO DE PARTIDA – Conjunto de cenas iniciais que abre um espetáculo.
PONTO DE VISTA – Câmara situada na mesma altura do olho do ator, vendo o ambiente como este. No geral, intensifica a dramaticidade do roteiro. Durante o ataque de uma assassino o ponto de vista da vítima pode ver mãos enluvadas avançando em sua direção. Isso é mostrado com as mãos avançando em direção à lente da câmara.
PREPARAÇÃO – Cenas que antecipam uma complicação (e/ou clímax).
PRIMEIRO PLANO – Posição ocupada pelas pessoas ou objetos mais próximos à câmara, à frente dos demais elementos que compõem o quadro.
“PROCESS SHOT” – Truque usado para fingir movimento. Uma cena pré-filmada é projetada atrás dos atores.
Q
“QUICK MOTION” – Câmara rápida. Movimento acelerado.
R
RECEPTOR – Quem recebe uma mensagem no processo de comunicação.
REPETIÇÃO – (usada em comédia) O roteiro repete situações dramáticas conhecidas
da platéia.
RESOLUÇÃO – Final da ação dramática.
RETROPROJEÇÃO – Técnica de filmagem onde se projeta uma determinada imagem em uma tela colocada à frente do projetor, para que essa imagem possa servir de fundo para a cena que está desenvolvendo-se do outro lado da tela.
REVERSÃO DE EXPECTATIVAS – Quando se transforma, com surpresa, o curso da história.
RITMO – Cadência de um roteiro. Harmonia.
ROTEIRO – Forma escrita de qualquer espetáculo audiovisual. Descrição objetiva das cenas, seqüências, diálogos e indicações técnicas do filme.
ROTEIRO FINAL – Roteiro aprovado para o início da filmagem ou gravação.
ROTEIRO LITERÁRIO – Roteiro que não contém indicações técnicas.
ROTEIRO TÉCNICO – Roteiro contendo indicações referentes a câmara, iluminação, som, etc.
RUBRICA – Indicação de cena, informações de estado de ânimo, gestos, etc. Observação entre parênteses nos diálogos, indicando a reação dos personagens, bem como mudanças de tom e pausas.
S
“SCREENPLAY” – Roteiro para cinema.
“SCRIPT” – Roteiro quando entregue à equipe de filmagem. Plano completo de um programa, tanto em cinema quanto em televisão. É o instrumento básico de apoio para a direção e produção, pois contém as falas, indicações, marcas, posicionamentos e movimentação cênica, de forma genérica e detalhada. Expressa as idéias principais do autor, do produtor e do diretor a serem desenvolvidas pela equipe que o realiza.
SEQÜÊNCIA – (1) Uma série de tomadas (cenas) ligadas por continuidade. (2) A denominação para cena em cinema.
SÉRIE – Obra fechada, com personagens fixas, que vivem uma história completa em cada capítulo.
“SET” – Local de filmagem.
“SHOOTING SCRIPT” – Roteiro feito pelo diretor, a partir do roteiro final. É usado pela produção.
“SHOT” – Plano. Imagem gravada ou filmada.
SIMPATIA – Solidariedade do público para com a personagem.
SINOPSE – Vista de conjunto. Narração breve que resume uma história. No cinema, é chamada de argumento.
SITCOM – (Comédia de situação) – Série fechada de humor, normalmente de um só plot.
SOM DIRETO – Som correspondente à ação que está sendo filmada. Em geral, é gravado em aparelho de precisão, sincronizado com a câmara.
SOM GUIA (OU PLAYBACK) – É a reprodução do som já gravado anteriormente, durante a filmagem, permitindo um sincronismo entre as ações (falas e/ou movimentos) do elenco com a própria gravação.
“SLOW MOTION” – Câmara lenta. Movimento retardado.
“SPLIT SCREEN” – Imagem partida na tela, mostrando dois acontecimentos separados ao mesmo tempo. Recurso muito usado em telefonemas.
“STORY-BOARD” – Série de desenhos em seqüência das principais cenas ou tomadas.
“STORY-LINE” – Síntese de uma história.
“SUBPLOT” – Linha secundária de ação.
SUBTEXTO – Sentido implícito nas entrelinhas.
SUPERCLOSE – Plano muito próximo que mostra, por exemplo, somente a cabeça de um ator, dominando praticamente toda a tela.
SUSPENSE – Antecipação urgente. Diálogo ou ação que faz prever algo chocante, temível, emocionante ou decisivo.
T
“TAKE” – Tomada; começa no momento em que se liga a câmara até que é desligada. É o parágrafo de uma cena.
TELEGRAFAR – Breve informação que se dá sobre alguma coisa que vai acontecer.
“TELEVISIONPLAY” – Roteiro para televisão.
TEMPO DRAMÁTICO – Tempo estético, cadência.
TEMPORALIDADE – Localização de uma história no tempo.
TILT – Movimentação da câmara no sentido vertical, sobre o seu eixo horizontal.
TOMADA – Filmagem contínua de cada segmento específico da ação do filme.
TOTALIDADE – Princípio básico da unidade.
“TRAVELLING” – Câmara em movimento na dolly acompanhando, por exemplo, o andar dos atores, na mesma velocidade. Também, qualquer deslocamento horizontal da câmara.
V
VALORES DRAMÁTICOS – Pontos-chave de um roteiro.
VARRIDO – A câmara corre, mudando a imagem de lugar rapidamente. O mesmo que chicote.
Z
“ZOOM” – Efeito óptico de aproximação ou distanciamento repentino de personagens e detalhes. Serve para dramatizar ou esclarecer lances do roteiro.
ZOOM-IN – Aumento na distância focal da lente da câmara durante uma tomada, o que dá ao espectador a impressão de aproximação do elemento que está sendo filmado.

ZOOM-OUT – Diminuição da distância focal da lente durante uma tomada, o que dá ao espectador a impressão de que está se afastando do elemento que está sendo filmado.

Vocabulário do Roteirista, Jorge Machado (Org.) – Dicionário e Glossário sobre Roteiro e Cinema. Cedido gentilmente pelo autor.