cineastas brasileiros – marcelo gomes

por E-Pipoca 

Nasc: 28/10/1963 (48 anos)

Cidade: Recife, Pernambuco

País: Brasil

Marcelo Gomes estudou cinema na Universidade de Bristol, Inglaterra. Após dois anos de estudos, voltou para sua cidade natal, Recife, onde fundou a produtora Parabólica Brasil, que produziu seus curtas e vídeos em parceria com Adelina Pontual e Cláudio Assis (“Amarelo Manga”). Seu primeiro roteiro para cinema, “Maracatu, Maracatus” foi premiado em vários festivais, entre eles, no Festival de Brasília (Melhor Filme). Em seguida filmou “Clandestina Felicidade”, também premiado como melhor curta segundo a crítica no Festival de Gramado.

 Gomes dirigiu diversos documentários para TV e colaborou para o roteiro de “Madame Satã”, de Karim Aïnouz, com quem dirigiu a vídeo-instalação “Ah! Se a vida fosse sempre assim”, para a 26ª Bienal de São Paulo em 2004.Seu longa-metragem “Cinema, Aspirinas e Urubus” foi premiado na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes 2005; melhor filme do 29ª Mostra Internacional de São Paulo e melhor filme de 2005 pela Associação Paulista de Críticos de Arte.“No cinema brasileiro raramente vemos a classe média representada. Falo da classe média em um espectro mais curto, que me arvoro chamar de classe média baixa urbana. O Brasil que nas últimas décadas se tornou urbano e ainda reduziu o poder de consumo da classe média, promoveu um crescimento agudo dessa fatia da população”, explica o diretor.

 Marcelo Gomes fala sobre o filme “A Casa de Alice”, do qual é co-roteirista:”Não sou economista, mas ouso dizer que a realidade econômica vivida pela família de Alice é uma realidade presente na maioria das famílias brasileiras. Mas o que me impressiona no filme é a precisão, clareza e propriedade com a quais essa realidade é representada, seja na direção dos atores de Chico Teixeira, seja na exemplar direção de arte de Marcos Pedroso, ou mesmo na câmera intimista de Mauro Pinheiro. É como assistir o avesso de um seriado televisivo como ‘A Grande Família’. No filme do Chico Teixeira o que se imprime é a verdade, sentimento, poesia concreta. Ele sai do estereótipo para ir além e chegar em personagens arquetípicos dessa classe média brasileira. Nesse sentido, ‘A Casa de Alice’ dialoga diretamente com a dramaturgia urbana de Nelson Rodrigues”.

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