O Som no Cinema: Filmes que Fizeram História – Parte 3

por Carina Toledo

Conheça os filmes que marcaram o cinema com inovações sonoras

STAR WARS – GUERRA NAS ESTRELAS

O longa de 1977 dirigido por George Lucas, posteriormente renomeado Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança, marcou a história do cinema não apenas por criar a culturablockbuster que definiu o cinema que conhecemos hoje, ou pelos efeitos especiais à frente de seu tempo, mas também por seu o primeiro longa lançado em Dolby Stereo, com áudio capturado em quatro canais. Essa inovação tecnológica, no entanto, só tornou-se verdadeiramente marcante como a trilha sonora de uma geração por estar combinada ao trabalho deBen Burtt como designer de som.

Usando técnicas simples, mas peculiares, Burtt criou efeitos sonoros que obedeciam a vontade de Lucas de que Star Wars, apesar de se passar no espaço, não tivesse sons eletrônicos e artificiais, indo contra a linguagem dos filmes de ficção científica da época. Lucas queria uma sonoridade “orgânica”, para combinar com seu mundo extraterrestre que, visualmente, não era representado por um futurismo brilhante e higienizado. Segundo declarações do diretor, seu objetivo era retratar um”universo usado”, com ferrugem, portas rangendo e naves espaciais cujos motores não pegavam de primeira. Assim, Burtt criou efeitos com sons cotidianos – que foram gerados com o auxílio de coisas como tubulações hidráulicas, passando por vocalizações de Burtt e sua equipe e até choros de sua filha bebê – capturados durante um ano e então combinados a alguns elementos eletrônicos.

O som do sabre de luz de Luke Skywalker, por exemplo, é uma mistura dos sons de um projetor de cinema e o ruído feito por um microfone ao ser colocado ao lado de uma televisão. A voz de Chewbacca foi construída com gravações de grunhidos de ursos em um zoológico. Já a icônica respiração de Darth Vader, por sua vez, é a respiração de Burtt ampliada por equipamentos de mergulho. Mas o maior desafio de Burtt foi criar da voz do robô R2-D2, um personagem que não falava em uma língua compreensível para a plateia mas, ainda assim, transmitia emoções. Depois de muito procurar em fontes externas os sons de sua imaginação, ele resolveu usar sua própria voz e outros assobios e vocalizações, mixadas por um sintetizador.

E assim, somando aos criativos efeitos sonoros à trilha sonora orquestrada do compositor John Williams, somos levados a uma galáxia muito, muito distante…

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